Essa decisão posta no título tem passado pela cabeça de muitos aqui no país. Um sem fim de denuncias de corrupção aliada a crise econômica que refletiu no desemprego de milhões estão na raiz desta decisão.

A certeza que muitos tem é a de que “lá fora será melhor”. Terei segurança para andar na rua a qualquer hora; meus filhos terão melhores escolas e teremos melhores empregos.

Com a facilidade que a internet propicia começa ai uma pesquisa em blogs, artigos, redes sociais etc., na busca de informações de como viver na Europa em que teremos atendido esses objetivos do parágrafo anterior e, vislumbra-se ainda uma eventual vantagem financeira.

Agora mais objetivamente se buscam respostas para questões estruturais e ilações que daí advém:

  • Quanto a moradia, qual seria o custo? De qualquer forma a certeza de que iremos e nos instalaremos aonde for possível.
  • Qual o clima do país, inverno rigoroso? Esses países estão estruturados para frio e calor e sendo assim nos adaptaremos.
  • Quanto a cultura local e adaptação, como será? Bom o convívio nos ensinará a cultura à que devemos nos inserir. Além do mais, somos brasileiros e multiculturais e assim conviveremos bem.
  • Mas e quanto ao trabalho? Ahh aceitaremos qualquer coisa até que apareça coisa melhor.

Pronto, decisão tomada: vamos embora!

Num segundo momento, às vezes provocado por conversas com amigos e familiares começamos a perceber aspectos preocupantes que nos fazem inseguros para decidir. O coração aperta, a saudade antecipada de quem deixaremos aqui e advém a incerteza do que efetivamente nos espera em um país estranho.

Será mesmo a realização de um sonho ou cairemos em profundo pesadelo?

Assim, algumas preocupações tomam a nossa mente:

  • O montante de dinheiro que levarei me permitirá sobreviver por quanto tempo até que consiga uma renda?
  • Como me adaptarei sem conhecer o idioma local? Falo inglês esporadicamente isso será suficiente para as necessidades do dia a dia? Sempre lembro de um correspondente da Globo que após 9 anos de estudo do Inglês no Brasil foi transferido para os Estados Unidos e, nas primeiras semanas veio a constatação de que “não falava inglês”.
  • Me adaptarei a culinária local ou, encontrarei, a preços acessíveis, mantimentos para que eu cozinhe nossas comidas lá? Quantos expatriados pelo futebol retornam por não se adaptarem aos hábitos alimentares locais.
  • Quanto as temperaturas, algumas vezes ao redor de -20ºC, claro que o país e as moradas são adaptados. Mas, e nós, nosso corpo suporta? E nossa mente se adapta a vida sem sol e sob frio intenso durante meses?
  • Como será a adaptação se não professamos o credo dominante na cidade?
  • Como será a dificuldade de um estrangeiro alugar imóvel? Será preciso fiador?
  • Como será obter um visto que me permita trabalhar? Conseguirei? E se o visto for temporário, o que farei ao vencer? Ficarei como ilegal? Que consequências isso trará? Perderei a oportunidade de empregos melhores, acesso ao sistema de saúde e escolas?
  • Meus parentes poderão morar comigo? Esposa/marido e filhos serão admitidos?
  • Poderei vir passar férias e depois retornar?
  • Hoje tenho uma bagagem profissional que me permite bons empregos. E lá como será? Aqui sou advogado, dentista, engenheiro….poderei exercer essa atividade lá rapidamente? Ou me adaptarei a posições inferiores a que tenho? Como será que as empresas tratam empregados estrangeiros?

Além disso, muitos países europeus estão endurecendo as exigências para receber estrangeiros e isso nos afetará. E, pior ainda, é a situação de um imigrante que com o passar do tempo – vencimento do visto – se torne ilegal.

Um dos importantes diferenciais de países europeus é o acesso ao estudo tanto em graduação quanto a especializações, mestrado e doutorado. O acesso pode ser restringido ou estar disponível a custos excessivos.

Desistir do sonho então e se conformar em viver com as mazelas tupiniquins?

Não necessariamente!!

Há um caminho que pode ser trilhado por muitos, sem o saberem, e que lhes permitiria o acesso a todos os benefícios antevistos e sonhados.

Trata-se da obtenção de CIDADANIA EUROPEIA!!!!

Ao passar a ser cidadão europeu você terá livre transito dentro da comunidade europeia podendo livremente viajar, trabalhar e estudar nos países do Acordo Schengen.

Além disso a cidadania europeia permite acesso a países como Estados Unidos, Canadá, Japão dentre outros sem a necessidade de obtenção prévia de visto bastando apenas cumprir, via internet, algumas etapas.

Objetivamente a cidadania europeia te permitirá:

  • Acesso a empregos como local desta forma aliando a experiência já vivida no país e, esta, será enriquecida com a nova fase na carreira profissional;
  • Acesso a Universidades europeias a custos baixíssimos se comparados aos que temos no Brasil em instituições de primeira linha;
  • Abertura de contas bancárias e, se for o caso, de empresas para atuarem no território europeu;
  • Acesso a locação dos melhores imóveis; e
  • Acesso ao sistema de saúde e, no futuro ao sistema de previdência;

Dentro da realidade viver legalmente como imigrante, nem sempre é fácil, muitas batalhas terão que ser vencidas, mas viver ilegalmente é sem dúvida nenhuma no mínimo preocupante.

O Brasil foi formado pela vinda de imigrantes de diversos países do mundo que aqui formaram suas dinastias. Dessa forma, seguindo as leis dos países de origem, é permitida a obtenção da CIDADANIA aos herdeiros nascidos no exterior.

O processo pode ser longo, burocrático e pode transitar tanto no Brasil quanto no país de interesse, o que agiliza sobremaneira., claro com maiores gastos.. Mas o resultado é compensador.

Por fim, para fugir dos riscos tratados acima, é que todo descendente europeu deve primeiro obter sua cidadania para viver legal e tranquilamente no país que elegeu para ser seu novo mundo.

Seria este o seu caso?

Mathilde Marques

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